Mostrando postagens com marcador Torres. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Torres. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de junho de 2014

As formigas devem ser extintas

"Código de Posturas do Município de Tôrres"​ – Lei Nº 54, de 4 de março de 1949. Veja mais: Das rinhas de galos 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Da Alemanha para Torres

A IMIGRAÇÃO ALEMÃ

O território do atual município de Torres foi o primeiro a ser cogitado para a colonização alemã do Rio Grande do Sul. Entretanto, só veio a ser aproveitado em terceiro lugar, depois de implantados os focos imigrantistas do vale do rio dos Sinos e da zona das Missões, respectivamente em julho de 1824 e em janeiro de 1825.

O plano do governador José Feliciano Fernandes Pinheiro começou a ser ativado tão logo penetrou na Província para assumir suas altas funções; em viagem a cavalo, a partir de Santa Catarina, atravessou o rio Mampituba em fevereiro de 1824 e já tomou as primeiras providências. Naquele distante verão, o futuro Visconde de São Leopoldo parece haver-se apaixonado pela exuberante natureza de Torres. Encontrou ali uma diligente guarnição militar, formada por uma Milícia Sertaneja, a que conferiu o título de "Presídio", e uma pequena comunidade de descendentes de açorianos; havia ainda uns poucos índios guaranis cristãos, capturados quatro anos antes na guerra contra os castelhanos, e aí aquerenciados. O núcleo contava com uma igreja em construção adiantada (seria inaugurada em 24 de outubro daquele ano) e era atendido por um sacerdote espanhol, o Frei Joaquim Serrano, que era coadjutor da paróquia de Conceição do Arroio (Osório) e capelão de Torres. Os quartéis e umas poucas residências completavam a minúscula localidade implantada na encosta do morro, à beira do mar.

Com as informações colhidas junto ao Cel. Francisco de Paula Soares de Gusmão, comandante das Torres, e ao antigo morador, Alferes Manoel Ferreira Porto, ex-comandante reformado, o presidente da província imaginou estar ali o local indicado para seu projeto de colonização germânica. Mandou logo abrir duas estradas ao longo dos rios Mampituba e Três Forquilhas e levantar uma planta das terras destinadas à colônia. Tinha em mente aproveitar o solo fértil do sopé da Serra, em sua maior parte ainda de propriedades da Coroa. A região poderiar proporcionar uma boa diversificação econômica, já que os campos litorâneos (Estância do Meio, Rincão da Cavalhada, Cerca de Pregos, Curral Falso, etc.) estavam dedicados à criação, ao passo que as terras de matas atrás da lagoa da Itapeva prometiam abundância agrícola. Certamente imaginou a possibilidade das comunicações através do rosário de lagoas do litoral até Osório, e daí até à Capital, por terra, ideia já conhecida dos administradores mais de século antes. Além do mais, a economia colonial seria integrada com aquela resultante da pecuária de Cima da Serra, pelos caminhos a serem abertos.

O governo de Fernandes Pinheiro foi curto, de apenas dois anos, porém em nenhum momento abandonou seu plano torrense. Mesmo quando, por motivos práticos, decidiu-se a começar a colonização alemã em São Leopoldo e, por razões estratégicas, a prossegui-la nas Missões – continuou sempre a figurar na correspondência oficial a sua sonhada Colônia Alemã das Torres. Ainda no momento de deixar o governo da Província, na quase véspera de sua saída, em janeiro de 1826, o Visconde fez expressas recomendações, determinando separar os mais recentes imigrantes chegados à São Leopoldo para serem remetidos à Torres.

Houve protelações da administração subsequente, mas Fernandes Pinheiro continuou insistindo, agora como Ministro do Império. Em maio, enviou do Rio ao novo governador instruções enérgicas sobre o assunto. O presidente da Província fez uma visita à São Leopoldo em julho e mandou fazer listas dos candidatos à nova colônia. Foram contempladas as famílias e os solteiros que ainda não tinham recebido lotes de terra ("datas") ou que não tinham gostado dos que lhes haviam sido concedidos do outro lado do rio dos Sinos.

Só em novembro de 1826 é que os colonos chegaram à Torres. Viajaram em cinco barcos, descendo o rio dos Sinos e o Guaíba, depois seguindo pela lagoa dos Patos e subindo o rio Capivari; daí continuaram em carretas pelo campo e pela praia. O Cel. Soares de Gusmão (entrementes nomeado Inspetor da Colônia) recebeu-os em Torres. Eram 422 pessoas. De acordo com os planos, os católicos foram colocados perto da estrada do rio Mampituba, de modo a ficarem mais próximos da sede do Presídio para terem assistência religiosa, médica e farmacêutica; quanto aos protestantes, receberam terras nas margens do rio Três Forquilhas, onde também foram localizados o pastor evangélico Carlos Leopoldo Voges, chegado logo depois, e um médico, o Dr. Jorge Zinkgraf.

Tais foram os difíceis começos daquela gente, cujos descendentes loiros e de olhos azuis, topamos ao longo da BR101 quando passamos de Terra da Areia em demanda à cidade balneária de Torres.

Ruy Ruben Ruschel
Extraído do livro de "São Domingos das Torres" – publicado em 1984

domingo, 6 de abril de 2014

Praiano esperando uma boquinha

Praia da Itapeva, Torres, RS, Brasil

terça-feira, 11 de março de 2014

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O índio da Praia Grande

"Feita pelo escultor Francisco Gomes de Oliveira em 1952. Uma homenagem aos povos nativos que aqui habitaram há milhares de anos. Na década de 50, a praia de banho (Praia Grande), era a mais frequentada em Torres devido a toda a infraestrutura que já existia com sua rede hoteleria consolidada na parte alta da cidade. Quando o Francisco esculpiu o Curumim, ele estava na altura de seu peito. A rocha onde ele foi esculpido era utilizada como base para os banhistas saltarem e mergulharem no mar. Atualmente com o assoreamento da praia, a escultura encontra-se hoje quase que soterrada. As pessoas que não sabem de sua existência,  passam pelo local e nem a percebem." [Descubra Torres] 

Foto de fevereiro de 2004. Escultura "vandalizada, com tinta e salpicos de cimento". 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A "Mais Bela" na época dos "Anos de Chumbo"

Praia da Guarita, anos 70, foto de um livro do governo gaúcho (mandato de Euclides Triches) feito para divulgar o Rio Grande do Sul. Detalhe: Um policial militar garante a segurança na mais bela praia do Atlântico Sul, enquanto as marolinhas molham suas botinas. Acervo de Marcelo Fernandes 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A praia da Guarita e as pedras do porto que não saiu

Praia da Guarita num dia de maré baixa, momento em que as pedras do porto que não saiu "vêm à tona". Pedras que um dia formavam uma torre menor, localizada entre a Torre Sul e a Guarita, conforme foi retratada (abaixo), em 1851, pelo artista e soldado Herrmann Rudolf Wendroth. 
Para entender, acesse: O porto que não saiu (Ainda bem!) 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O porto que não saiu [Ainda bem!]

Na metade do século XX “Torres” almejava ser uma cidade próspera com intuito de crescimento comercial, tinha ligação através da navegação lacustre pela Lagoa da Itapeva até Osório. A sociedade torrense estava passando por um clima de tornar-se uma cidade portuária, com estrada de ferro, e isso estava atraindo pessoas para a região das Torres. A partir desse momento os torrenses passaram a absorver a ideia de um porto, porém quatro tentativas fracassaram.
Na primeira tentativa o Brasil ainda era um Império. Um dos problemas de comunicação entre o vasto Império eram as suas vias de transporte. Aproveitando os recursos lacustres da região, que formavam um grande canal interligado naturalmente, cogitou-se a possibilidade de ligar essa via a um projeto maior, ou seja, um Porto Marítimo em Torres. O escoamento de produtos na Província de Rio Grande de São Pedro era muito precário. A entrada da Lagoa dos Patos era um acesso muito perigoso, tinham muitos bancos de areia e precisava de muito investimento para fazer um porto. De acordo com Ruschel (apud ELY, 2004) em 1857, o governador da Província tinha duas alternativa, ou fazer uma barra em Rio Grande (RS) ou a construção de um porto em São Domingos das Torres. Os engenheiros ingleses eram a favor, a ponto de orçarem o projeto em três mil e quinhentos contos de reis em 1861. Porém, por influências políticas muito poderosas, o porto passou a ser em Rio Grande (RS). Foi feito um relatório em 1875 para Londres pelos engenheiros, onde constava que um porto em “Torres” era mais viável economicamente, e em Rio Grande (RS) era mais difícil e mais dispendioso e obras mais inseguras. Mesmo assim persistiu a decisão anterior.
Uma segunda tentativa foi durante o governo provisório do marechal Deodoro da Fonseca que agonizava. Um dos motivos dessa crise foi a denúncia de que o então Presidente da República havia se envolvido em corrupção com o engenheiro da construção do porto de Torres, pois superfaturou a obra. Devido à sua renúncia e à Revolução Federalista em 1893, a obra foi abandonada. Se fosse concluída, Torres seria hoje uma cidade bem melhor economicamente, mas por outro lado, estaria desfigurada, pois entre a Guarita e o Morro do Farol teria um grande cais. E também os torrenses seriam “deodorenses”, pois a vila se chamaria “Deodorópolis”, em homenagem a Deodoro. Anos depois, o seu vice-presidente Marechal Floriano Peixoto, assumiu a presidência e mudou o nome de Nossa Senhora do Desterro para Florianópolis (SC) como imposição aos catarinenses.
A imagem abaixo é, até o momento, considerada a primeira fotografia de Torres. Pode-se confirmar a obra inacabada do primeiro presidente da República do Brasil.  
Molhes da Guarita, 1892 – Fonte: Acervo João Barcelos, 2007.

Na terceira tentativa, no ano de 1905, uma missão de capitalistas estadunidenses, que segundo Ruschel (1987, apud ELY, 2004, p.144), era Mr. W. T. Van Brunt, Mr. Schrred e Mr. Everit, além de uma missão política gaúcha vieram a Torres para sondar a possibilidade de reiniciar as obras do porto, iniciadas e interrompidas uma década atrás. Novamente o projeto não foi viabilizado, pois os investidores preferiram Santa Catarina por ter carvão abundante.
E a última esperança foi quando Getúlio Vargas assumiu o governo do Estado do Rio Grande do Sul. Em janeiro de 1928, Getúlio decidiu em sua visita a São Domingos das Torres, que deveria retomar a ideia do porto de Torres. Quase um ano depois, uma equipe técnica vem fazer novos levantamentos para tal possibilidade, mas por questões econômicas e políticas que pairavam contra o Estado, impossibilitou a retomada do porto. Quando Getúlio toma o poder federal, ascende nova esperança, mas novamente não foi possível fazer de Torres uma cidade portuária.
Sob as lentes de Torres – Jaime Batista

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Praia da Guarita 1971

Foto tirada com a câmera Unicamatic II 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O crime do delegado

Faz muitos e muitos anos, mas ainda neste século, deu-se um crime de sangue em Torres, violência que sacudiu de horror a pasmaceira do vilarejo.
Foi assim: um casal possuía um hotel na Rua de Baixo, e sendo muito bonita a esposa, provocou ela a atenção e logo a violenta paixão do delegado de polícia, o qual se viu correspondido, disto surgindo arriscados encontros amorosos, tudo naturalmente não escapando à bisbilhotice da população, que condenava o escândalo.
O marido tornou-se pois o estorvo natural àquele afeto doentio, sendo por isso condenado a morrer, pelo delegado amoroso, que induziu um dos seus soldados à execução do terrível projeto.
Em noite escura postou-se o praça atrás de arbustos no pátio do estabelecimento, em frente à porta da cozinha. Era aquele o momento em que o casal encerrava as lides hoteleiras e aproveitava para o sossegado jantar em comum.
O cenário estava armado: a noite, trevosa; a cozinha, fartamente iluminada pelo grande lampião; somente o nenê no colo do pai é que impossibilitava a bala fatal.
A esposa pedia a criança ao incauto marido e insistia, com pretexto ora de mudar a roupa do filhinho, ora de pô-lo na cama, e o pai, como que adivinhando, ainda mais se agarrava ao filho e mais o mimava.
Porém a maldade, vestida de mãe, venceu, e o inocente mudou de colo, instante mortal em que o tiro certeiro prostrou o inditoso hoteleiro.
O delegado de polícia, como era de sua obrigação, abriu o competente inquérito, mas, após muito procurar, na vila e nos arredores, encerrou as buscas, por não haver encontrado o matador.
José Antônio Picoral, natural da Colônia São Pedro, e que já tinha hotel em Torres, é que não aceitou a situação escandalosa do adultério e do assassínio, e por isso comunicou o grave fato ao arcebispo de Porto Alegre, o qual cientificou o chefe de polícia do Estado, e este logo despachou um delegado especial com três praças para Torres, com a finalidade única de descobrir o criminoso e prendê-lo.
Chegando ao seu destino, a autoridade policial imediatamente ficou sabendo o que todos sabiam; e depois de uns dias de trabalho, encerrou-o com o mesmo argumento do seu colega local, e assim o fez saber à população chocada: ele não encontrara elementos para dizer quem fora o matador do hoteleiro.
O que logo se tornou evidente ao delegado especial foi que, enquanto ele realizava as investigações, o torrense a cada instante inventava razões para se ausentar e sempre levando seus dois praças bem armados, sinal de que não se entregaria sem forte resistência armada. Mas as ausências até eram boas para a nova autoridade, que preferia resolver o caso com a ajuda da astúcia, conforme manifestara às autoridades locais, em segredo.
Havendo finalizado sua missão, o novo delegado anunciou insistentemente que não havia descoberto a autoria do assassínio e por isso ia-se despedir do povo do lugar no domingo, sendo-lhe então prometido um churrasco de bota-fora, à qual festa compareceu o assassino, recém chegado de uma de suas diligências.
O salão estava repleto de autoridades e convidados e depois de muita carne e muita cerveja, passados os discursos, vieram os abraços, sendo o delegado local um dos primeiros, e assim que ele pôs os braços no seu superior, este o agarrou com força e deu-lhe voz de prisão, enquanto os três soldados desarmavam o estupefato homem e o levavam dali diretamente para a cadeia.
O júri o condenou, juntamente com o executor e a adúltera co-autora, a penas de reclusão, que foram cumpridas na Casa de Correção, na Capital.
Consta que o casal de assassinos, após pagar a pena, juntou-se finalmente e abriu pequeno comércio em Porto Alegre; e deles, além desta notícia, nunca mais se soube nada, restando apenas algumas recordações do triste acontecimento na memória de pessoas idosas de hoje, talvez contemporâneas do fato, ou dele tendo somente ouvido falar, e do qual fazemos este registro sumário, já que é parte da rica microistória torrense.
A memória popular nunca deve ser desperdiçada, e foi num instante inspirado que ouvimos de antigos torrenses que o casal, mais o nenê, deixou finalmente a Capital e se radicou, ou na Vila São João ou no Passo de Torres, não se sabe ao certo, ali dirigindo pequeno negócio; e o que houve dali para diante nós deixamos aos novos pesquisadores a tarefa de o descobrir, pois afinal o delegado consta como sendo de família local, o que até pode facilitar o trabalho.
Remembranças de Torres – As Vivências de uma Comunidade (1996), de Guido Muri (1916-2010). 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A primeira casa ninguém esquece

Não existe mais. Atualmente o local é parte da garagem de uma empresa de ônibus. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A pedra é a mesma...

"Minha" pedra (Praia da Cal, Torres, Rio Grande do Sul) – Foto tirada com a "Caixãozinho" (abaixo) 
Unicamatic II, "Caixãozinho", um dos meus primeiros brinquedos. 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Torres no Google Street View #6/6

Casa número 1 – Igreja Matriz 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Torres no Google Street View #5/6

Molhes, lado de Passo de Torres (Santa Catarina)
e ponte pênsil do Rio Mampituba 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Torres no Google Street View #4/6

 
Lagoa do Violão – Rio Mampituba 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Torres no Google Street View #3/6

Prainha, Morro do Farol e Torre do Meio  Praia Grande