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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A fadinha da Costa do Marfim

Direto da África, uma fadinha da floresta! 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Sarkozy em Porto Alegre. Sabe de nada!...

Sarkozy conhece o Beira-Rio e critica poluição na orla do Gasômetro

[...] Na manhã desta segunda-feira [24/08/2015], uma personalidade mundial corria tranquilamente pela orla do Guaíba, na Usina do Gasômetro, como se fosse um morador de Porto Alegre. O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy aproveitou o dia livre para se exercitar e não deixou de reparar nas condições de um dos pontos turísticos mais conhecidos da Capital.
 Ele achou estranho o fato de ter tantos carros circulando próximo à pista de corrida. Achou poluído – diz um policial federal que trabalha na guarda do ex-presidente junto com uma delegação estrangeira.[...]

ZH-ClicRBS

quinta-feira, 30 de julho de 2015

terça-feira, 28 de abril de 2015

terça-feira, 31 de março de 2015

Espírito turista

[...]
Em minhas andanças na Terra tenho visto, admirado, espíritos desencarnados entrarem na fila do ônibus, esperar pelo táxi, e há até alguns que, não tendo tido chance de fazer uma viagem ao redor do mundo quando vestiam a carne, realizam esse desejo divertindo-se em conhecer lugares históricos ficando em ricos hotéis ou iates de luxo ​– hoje, aliás, pouco numerosos. Eles se comprazem em fazer turismo e em participarem da vida social da elite.
Certa feita, quando eu acompanhava um amigo encarnado em uma dessas viagens, preocupado porque ele estava na iminência de ter um enfarte e eu propusera a assisti-lo se necessário ​– naturalmente sem que ele me visse, porque, além de não crer em fantasmas, ele ficaria apavorado ​– presenciei um caso assim.
Confesso que me deliciei nessa viagem revendo o cotidiano dos privilegiados sociais, com os entretenimentos habituais dos navios de luxo e a disposição dos viajantes de aproveitarem tudo, muitos dos quais realizando um sonho há muito acariciado.
Eu pude observar um espírito que viajava como turista, divertindo-se a valer. Não me contive. A experiência era inusitada. Espírito turista, eu nunca tinha ouvido falar.
Sintonizei com ele para ser notado e me aproximei entabulando conversação:
​– Como é lindo o dia, não? ​– iniciei, na falta de outro tema melhor.
Ele me olhou com naturalidade. Era alto, elegante, vestia-se com roupa esporte, e aparentava uns 40 anos.
– É – respondeu, bem humorado. – Está ótimo.
Tentei sentir-lhe o pensamento. Estava calmo.
– Não o tinha visto antes – tornou ele educadamente.
– Cheguei hoje – esclareci.
– Como veio? Algum avião especial?
– É – tornei embaraçado. Estávamos em alto mar.
– Você deve ser importante. Sabe, eu esperei toda minha vida por essa hora. A viagem era meu sonho quando vivia na Terra.
– Ah! – fiz aliviado. Ele sabia! Como podia ser? Ele continuou alegre:
– Trabalhei como funcionário público toda minha vida. Jamais pude sair dos limites do meu Estado. Eu sou do Rio de Janeiro. Mas colecionei todos os roteiros de viagens e sonhei ganhar no bicho para poder realizar esse desejo. Nunca pude. Casei, tive dois filhos e aí, então, vivia enforcado.
Curioso, indaguei:
– E agora? Como conseguiu?
– Bem, a princípio não pensei que pudesse. Fui doente durante muito tempo e depois que deixei a Terra não sarei tão depressa quanto se diz. Sempre pensei que quando a gente morresse pudesse ver tudo, saber tudo, e que as doenças eram do corpo.
Bateu no meu ombro amigavelmente e continuou:
– Puro engano. Tive que ir para o hospital. Lá, fui bem tratado; afinal, acho que nunca fiz mal a ninguém. Mas eu não conhecia pessoa alguma. Outro engano meu, eu pensava rever meus parentes mortos. Ninguém me estava esperando. Então eu pensei: onde ir? Uma enfermeira gentil queria levar-me a uma colônia de recuperação, dizendo que eu precisava refazer-me, mas eu acho que ela tinha intenção de me abrigar, acreditando que eu não tivesse como me manter. Não gosto de ser pesado aos outros. Sei cuidar de mim.
Olhei-o e a custo consegui esconder a estupefação. Estava falando tranquila e educadamente.
– Continue – pedi.
– Bem. Insistiram para que eu ficasse, mas resisti. Afinal, estava morto. A escravidão tinha se acabado. Não era mais funcionário público, estava livre do casamento, dos filhos, do aluguel, do alfaiate, do mercado, do hospital, do horário, de tudo. Queriam aprisionar-me de novo. Acha que eu iria?
– Eles não queriam prendê-lo, queriam ajudar a sua recuperação – arrisquei, cauteloso.
– Sei que tinham boa intenção, mas eu tinha sede de viver, ver o mundo, ser livre. Saí do hospital deliciado, sentindo o gosto da liberdade! Pode imaginar o que seja?
– Posso – respondi convicto.
– Sem rumo, onde ir? Isso certamente me apavoraria na carne; agora, me fascinava. O mundo era meu!  Tudo quanto me fora proibido pela falta de dinheiro, agora eu poderia fazer. Tomei o ônibus e calmamente viajei, sem pensar no troco, no cobrador irritadiço, nos empurrões e no cheiro de suor. Isso não me afetava. Fui a uma agência de viagens e lá procurei saber do próximo cruzeiro. Queria viajar, ver outros povos, outros países; agora, aqui estou.
Parecia simples. Mas eu estava admirado.
– Está apreciando a viagem?
– Muito. A comida é de primeira, as bebidas são estrangeiras, e os divertimentos muito agradáveis.
– Você se alimenta bem? – indaguei curioso.
– Muito bem. Você sabe, a comida é muito bem feita e muito variada.
– Mas como você pode comer sem corpo?
Ele riu da minha ingenuidade.
– Você passa fome?
– Não. Tenho o suficiente.
– Pois eu posso escolher conforme o meu capricho. Há pessoas de gostos diferentes, e é só me ligar-me a elas e apreciar. Elas ficam alegres, nem percebem que dividem comigo.
Apesar de conhecer o assunto, fiquei um pouco chocado.
– Não acha que poderia passar sem isso? – aventurei com naturalidade.
– De modo algum. Como poderia ficar sem comer? Agora preciso ir. Vou jogar um pouco de pôquer. – Diante da minha estupefação, ajuntou: – É divertido. Posso ver as cartas do adversário e escolho o meu parceiro, ajudo-o a jogar. Ganhamos sempre, é claro. Depois festejamos juntos, bebendo um pouco ou namorando belas mulheres. Agora preciso ir. Acho que já vi sua cara em algum lugar. Por acaso morou no Rio de Janeiro?
– Morei – respondi meio sem jeito.
– Onde será que já nos vimos antes?
Ele se foi, contrafeito; custou-me um pouco aceitar aquilo a que acabara de assistir. Durante vários dias que passei no navio, ou que a ele voltei para ver meu amigo, pude observá-lo, alegre, ativo, sempre ao lado de algumas pessoas às quais envolvia com facilidade, participando de suas vidas.
Parece injusto isso? Não tenho capacidade para julgar. Mas até quando ele permanecerá assim? Só Deus sabe. O que eu notei é que ele, apesar de tudo, só passava por portas abertas, caminhava como os demais, e inclusive mudava de roupas conforme a hora e a atividade, o que me surprendeu muito.
[...]
Em todo o caso, preciso esclarecer que, apesar do que vi, nem sempre o espírito consegue se transformar em turista depois da morte. Não planejem viagem desse porte, porque aquele pobre amigo, depois de algum tempo, foi recolhido a um sanatório de uma colônia extraterrena em péssimo estado, viciado em álcool, em jogo e em dolorosas condições.
Quando me interessei pelo seu caso, fiquei sabendo que ele, em encarnação anterior, tinha sido um estróina que botara fora a fortuna paterna e, depois de longo sofrimento, deliberara renascer, tendo solicitado como auxílio a falta de dinheiro, os encargos de família, o emprego contensivo.
Triste, não? Aguentou tudo na carne, mas, assim que pôde, realizou tudo de novo.
[...]
"Bate-papo com o Além", de Zíbia Gasparetto pelo espírito Silveira Sampaio (1980). 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O livro "A História da Caça de Baleias no Brasil: De peixe real à iguaria japonesa" veio à tona

Este livro em coautoria William Edmundson (historiador, João Pessoa-PB) e Ian Hart (respeitado historiador marítimo na Inglaterra) foi colocado à venda pela Editora DISAL
É o primeiro livro a descrever de forma abrangente a história da caça de baleias no Brasil, começando com a atividade baleeira tradicional sob o monopólio da Coroa Portuguesa – o peixe real – até a introdução de navios modernos equipados com canhões-arpão no século XX. A história envolve a primeira caça de baleias por pescadores de Biscaia no Brasil colonial; as contribuições de baleeiros noruegueses; o polêmico estabelecimento de estações baleeiras administradas por japoneses no Rio de Janeiro e na Paraíba; e os movimentos a favor da conservação que conduziram à proibição final da caça de baleias depois de 1985. Este estudo incorpora muita pesquisa original baseada em fontes primárias escritas, e em entrevistas feitas com pescadores que caçaram baleias e com seus patrões japoneses e brasileiros. Esta história, até agora pouco compreendida, é instrutiva e fascinante – as tentativas de inserir carne de baleia dentro da culinária brasileira e o estabelecimento bizarro de um parque temático baseado numa estação baleeira são apenas dois exemplos disso.
Imbituba-SC, anos 50 – Foto de João Hipólito do Nascimento (1920-1992) 
A seguir, resenha de Igor Morais, biólogo formado na Universidade Federal de Pernambuco e mestre em zoologia pela Universidade Estadual de Santa Cruz em Ilhéus, no sul da Bahia. Durante o mestrado, desenvolvido em parceria com o National Marine Mammal Laboratory da NOAA, em Seattle (Estados Unidos), realizou uma avaliação inédita da população reprodutiva de baleias-jubarte da costa brasileira ao incluir, pela primeira vez, os dados de capturas dos baleeiros no século XIX. É pesquisador colaborador do Projeto de Monitoramento de Baleias por Satélite e membro do Comitê de Bem-Estar Animal da Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil.
"A história da caça de baleias no Brasil.
Como resgatar uma história esquecida em um país com tão pouca memória, seja histórica ou recente, como o Brasil? Foi este o desafio que os historiadores William Edmundson e Ian Hart enfrentaram ao pesquisar uma atividade que, apesar de abranger mais de 380 anos da história brasileira, permanece negligenciada nas escolas e distante da mente do cidadão comum. Tal fato é nada menos do que surpreendente quando constatamos que esta atividade – a caça às baleias – chegou a ser um poderoso lobby do governo, estreitando as relações Brasil-Japão, e uma importante atração turística, responsável até mesmo por fomentar a criação de linhas aéreas.
No entanto, isso é apenas uma ínfima amostra das preciosidades que o livro “A história da caça de baleias no Brasil: De peixe real a iguaria japonesa” traz à tona, vindas das profundezas de um vasto mar de arquivos, bibliotecas, museus, revistas antigas e conversas com especialistas de renome, fruto de uma pesquisa sem igual feita por Edmundson e Hart no Brasil, Reino Unido, Noruega e Estados Unidos. Com linguagem acessível e um rico acervo de raras imagens, eles nos guiam através do surgimento das primeiras estações baleeiras na costa, denominadas “armações” durante o Brasil colonial, e da modernização da atividade no início do século XX, quando imigrantes britânicos e holandeses, com uma pequena ajuda de mãos norueguesas, substituíram os barcos a remo e vela com arpões manuais por navios a motor com canhões que disparavam arpões explosivos.
O uso de tais técnicas atingiu seu auge com a chegada dos japoneses nas estações localizadas nos litorais da Paraíba e Rio de Janeiro, que trouxeram também inusitadas estratégias de marketing pelo consumo de carne de baleia e o inacreditável caso do arpoador que, até se aposentar, matou 30.000 baleias e errou apenas um tiro ao longo da sua carreira. Destas histórias ora prosaicas e às vezes bizarras da exploração das baleias, os autores passam à mudança de consciência da população brasileira com relação a estes animais, num momento quando personagens aparentemente tão díspares como um adolescente gaúcho e um Almirante Vice-Chefe das Forças Armadas uniram-se para fortalecer o movimento “Salvem as baleias!” no país.
É neste movimento que repousa o germe de projetos como o Baleia Franca, Baleia Jubarte e Monitoramento de Baleias por Satélite, que se dedicam à pesquisa e conservação dessas espécies nos dias atuais e dos quais boa parte da informação sobre a biologia destas disponível no livro se origina. Em um ano onde o Brasil comemora a saída da baleia-jubarte – um dos alvos favoritos dos baleeiros no passado – da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, a prodigiosa obra de Edmundson e Hart serve como uma prova dos avanços pela conservação da biodiversidade que somos capazes de fazer quando aliamos o conhecimento científico à educação do público. Quem sabe, ao ficarmos alertas quanto aos erros do passado, possamos estar mais inspirados e esperançosos para enfrentar os desafios ambientais ainda maiores da atualidade e os que, por ventura ou não, o futuro traga."

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Rua da Praia em três tempos

Rua dos Andradas, antiga Rua da Praia – Porto Alegre, Rio Grande do Sul – nas décadas de 1960, 1970 e 2013. Copiado da página do Facebook "Fotos Antigas Rio Grande do Sul". Montagem de José C. da S. Barbozza

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Um outro olhar

Dragon's Eye Arches National Park, Utah, Estados Unidos. Crédito: Lynn Sessions
Crédito: Adaml51

terça-feira, 30 de setembro de 2014

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Troncos doidos

Fotos copiadas da Internet

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Ibrahim Tapa ​​​​– Cara de quê?

Ibrahim Tapa, cartunista turco. Uma das melhores caricaturas de 2014, feito por Ozcan Sener (Özcan Şener), artista em computação gráfica. 

Não me coma, por favor!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A popularização do rádio na Copa do Mundo de 1950

Os rádios portáteis nas arquibancadas do estádio Maracanã [montagem]
Imagens do documentário uruguaio "Maracaná" [2014], dirigido por Sebastián Bednarik e Andrés Varela.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

God!... o que aconteceu com esse ícone?

Michael Joseph Jackson [29/08/58-25/06/09] ​– Imagem: documentário "Michael Jackson: A Vida de Um Ícone" [2011]

terça-feira, 24 de junho de 2014

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Mente brilhante

Vídeo postado no Youtube: "9 year old discusses the meaning of life and the Universe"
[...] Nós estamos na Terra, e a Terra é apenas um planeta na galáxia... Você pode comparar isso à uma formiga no chão. Neste pátio, a formiga não sabe que existe mais do que este aqui, ela apenas continua andando, não sabe que ela só é uma parte de "vários mundo" e os humanos são mais ou menos como isso... Depois que eles descobriram o que existe "lá em cima", apenas sabem que eles são uma pequena parte de uma galáxia imensa! 
Existe vida em outros planetas? Eu acho que, provavelmente, existem muitos tipos diferentes de vida... Células e organismos... Alguns podem não serem visíveis, alguns podem não terem sidos descobertos ainda e alguns podem estar em lugares que não podemos chegar, e todos eles podem ter a mesma perspectiva que nós temos, que podem existir outros, e que talvez eles possam achar eles um dia, mas, no momento, não sabem!  Você nunca sabe com certeza se existe algo na busca, é uma missão sem fim, sem saber qual é a sua missão. 
É possível que existam múltiplos universos? Eu acho que é realista e ao mesmo tempo fantasioso. É muito complicado, porque você não tem prova que existe algo "lá fora", a única prova é você mesmo e onde você está no Universo, e você apenas pode criar teorias... Nunca saberá a verdade.
Qual é o sentido da nossa vida? Essa é uma das perguntas mais difíceis que existe. Eu diria que o sentido da sua vida é o que você faz dela. O quê você quer que sua vida seja? Ninguém pode decidir o quê você vai fazer, exceto você! Você tem o controle de você mesmo. Você pode não ser muito sortudo, e as chances podem estar contra você, mas nunca há um "não" definitivo, dizendo: "Você não pode fazer isso!"
Os acontecimentos na vida são predestinados? Pode ser, mas você pode mudar esse destino... Eu posso estar errado... Pode haver um "cronograma", como um jogo ou algo assim, e você participa dele sem saber que faz parte disso, mas, ao mesmo tempo, talvez, o destino só esteja falando para você... Talvez você, simplesmente, saiba disso, e isso é que é o destino. Destino é um palpite! Um palpite sobre o que ele sabe sobre você e o sobre o que você faria... Mas, de novo, posso estar errado! E o destino pode estar em total controle sobre você...