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quinta-feira, 8 de maio de 2025
terça-feira, 28 de abril de 2015
Era uma vez o gatilho mais rápido do soul
[...]
Uma
noite Tim ligou nervoso para Tibério Gaspar; estavam tentando assaltá-lo. Um
homem queria subir para lhe entregar um buquê de flores e tinha sido barrado
pelo porteiro, mas ele e um comparsa continuavam rondando. Tim jamais ligaria
para a polícia, ainda mais com tanta brizola e maconha pela casa, e implorou a
Tibério que fosse para lá:
"E
não é percepnoia não!”
Para
enfatizar o perigo real, Tim usava a fusão de percepção com paranóia para o
sentimento de pânico que se apossava dele com tanta frequência. Tibério estava
cansado e achou que, como sempre, Tim só queria companhia. Disse que iria, como
Tim dizia que compareceria aos shows. Cinco minutos depois, ele de novo no
telefone, mais nervoso ainda, falando sério:
"Pelo
amor de Deus, Tibério Gaspar, a coisa tá feia, mermão, vem me dar uma ajuda
aqui.”
Por
via das dúvidas, Tibério pôs no bolso um Smith & Wesson .32 e partiu para a
Gávea. Parou o carro na esquina, passou em frente ao prédio como quem não quer
nada e viu dois homens, um com um buquê de flores e outro encostado em um
carro, com um terceiro sentado ao volante. Não era percepnoia mesmo. Tibério
achou melhor ir correndo à 12ª DP e voltou com três tiras bem armados, que
prenderam dois bandidos, um com uma 9 mm e outro com uma 765, mas não conseguiram
impedir que o terceiro fugisse com o carro. No dia seguinte deu em O Dia, com a
foto dos bandidos presos: "Assalto com flores.”
Tibério
foi recebido por Tim como um herói, mas não só ficou em cativeiro até o dia
clarear como teve a ideia pouco feliz de deixar o Smith & Wesson para que,
na eventualidade de alguma ameaça, Tim se sentisse mais seguro. E o resto do
mundo ameaçado.
De
volta ao estúdio, Tim estava transtornado, não falava de outra coisa:
"Como é que pode? A gente tá em casa e mesmo assim tá correndo risco.”
Falava
um pouquinho da música e voltava ao assunto:
"Podiam
ter me matado, por isso é que a pessoa tem que saber defesa pessoal, tem que se
defender.”
Deixou
a gravação por conta dos músicos e só fumava, bebia e refletia. Por volta de
duas da manhã, tomando uísque num copinho de plástico, soltou a pérola
oriental:
"Ô
Gilsomendonça, o chinês é que é esperto. O chinês inventou o jiu-jítsu, o judô,
foi misturando com caratê, artes marciais, defesa pessoal, e acabou inventando
a pólvora. E depois fez logo o revólver, que ele não é maluco, mermão!”
Na
sua primeira crise de percepnoia, Tim esvaziou o tambor do Smith & Wesson
na sala e na mata. Era ali que estavam escondidos os caras que queriam assaltar
sua casa e sequestrá-lo. Designou o cantor Paulo Bagunça, líder da banda Tropa
Maldita, que morava na Cruzada São Sebastião, no Leblon, mas estava trabalhando
com Tim, para vigiar a mata em frente à janela do quarto. E Edson Trindade,
velho companheiro e bebum irrecuperável, hóspede do quarto de empregada, se
encarregava da janela da sala.
"A
moita mexeu, Paulo Bagunça?", perguntava de cinco em cinco minutos.
"Mexeu alguma coisa aí, Edinho?”
Até
que alguém se cansava e dizia que tinha visto alguma coisa mexendo, Tim
disparava dois ou três tiros e o perigo estava conjurado.
Mesmo
no quarto andar ele não se sentia seguro, achava que os meros três ou quatro
metros que separavam a janela e a mata poderiam ser facilmente vencidos pelos
bandidos. Seriam recebidos a bala, prometia o xerife do soul.
Alguns
dias depois do assalto com flores, no fim da tarde, Tibério recebeu outro
telefonema dramático. Bandidos estavam tentando invadir o apartamento de Tim
por uma escada Magirus roubada dos bombeiros. Tibério disse que estava indo,
mas, no estilo Maia, só trocou o canal da televisão e abriu mais uma cerveja.
Enquanto
isso, na Rua Marquês de São Vicente, antes que fossem alvejados por Tim,
apavorados funcionários da Light, que subiam por uma escada para consertar um
transformador, acharam melhor descer correndo e dar um tempo.
Finalmente,
algum amigo, ou quase, fez a cortesia de sumir com a arma, e o gatilho mais
rápido do soul silenciou.
[...]
quarta-feira, 30 de julho de 2014
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Forças Especiais de Taiwan: De meter medo!
Que tal o design da máscara do novo traje das Forças Especiais de Taiwan? Lembra o quê?! Mais detalhes no site japonês Digitaldj-Network
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quinta-feira, 11 de julho de 2013
Arma, pra que te quero?
Marcadores: Armas, Cotidiano, Drogas, Fotografia, Grafite, Porto Alegre, Violência
quarta-feira, 5 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
Enquanto isso... A bala também canta e dança
Marcadores: Armas, Cartum, Comportamento, Música, Violência
terça-feira, 30 de agosto de 2011
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
terça-feira, 27 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Olimpíadas: "Tiro livre"
- Hey Pal! The idea is for the kids to start training shooting now to make sure we get Gold at the Olympics!
- Got it!
- Got it!
Marcadores: Armas, Charge, Drogas, Esporte, Olimpíadas, Rio de Janeiro, Violência
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
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